Como emagreci 12kg sem sacrifícios e sem remédios

Quem acompanha este blog sabe que sou bastante avesso à idéia que muitas pessoas têm de que remédios supostamente emagrecedores são a solução para quem sofre de sobrepeso. Na verdade, este blog mesmo nasceu quando resolvi contar ao mundo a minha experiência com a sibutramina (que já aboli há anos, assim como qualquer outro medicamento que mexa com o cérebro). De fato, os efeitos colaterais da sibutramina foram muito chatos para mim. Embora apenas um reduzidíssimo número de pessoas sofra com eles (boca seca, tontura, náuseas, taquicardia), eu fui um dos que tiveram alterações de humor devido ao medicamento.

Contudo, é muito mais fácil emagrecer fazendo uma reeducação alimentar adequada, e não há a necessidade de passar por sacrifícios tremendos para obter este resultado.

Tenho uma amiga (e o termo “amiga” é um eufemismo para o que ela realmente representa para mim) que é nutricionista, e que se dispôs a me dar umas dicas, e a acompanhar o progresso da minha dieta. Em dois meses emagreci 12kg, sem fazer sacrifício de ordem alguma, apenas corrigindo vícios alimentares, que vou passar a listar agora.

Tempo de cada refeição: cansei de fazer refeições-relâmpago, almoçar em vinte minutos, jantar sem sair do computador, comer de pé diante de alguma barraquinha de cachorro-quente, e outros absurdos do mesmo quilate. É importante diminuir a velocidade em que se come, saborear mais os alimentos, pôr presença no ato de alimentar-se. E já que comer é mesmo um prazer, procurar estender este momento ao máximo, a fim de aproveitar tudo o que ele tem a oferecer.

Intervalo entre refeições: outro erro absurdo que eu cometia era passar de oito a doze horas sem me alimentar, quando muito bebendo água, ou tomando café nesse intervalo. Para que o metabolismo aumente é necessário que não se passe um longo tempo sem comer nada; segundo a orientação que minha amiga me deu (imagino que seja algo mais generalizado, mas lembre-se que estou dando um depoimento, logo é algo pessoal) o ideal seria fazer pequenas refeições a cada três ou quatro horas. Isso mantém o metabolismo alto, queimando as gorduras já acumuladas, convertendo-as em energia para trabalhar, estudar, etc. Confesso que é a parte mais difícil do meu tratamento.

Ingestão de fibras: as fibras são importantíssimas para o correto funcionamento do sistema digestivo, auxiliando na secreção dos elementos dos quais nos alimentamos que o organismo não deve reter. Minha amiga não pediu que eu retirasse nada da minha dieta, apenas que acrescentasse mais fibras, e que procurasse em cada refeição, na medida do possível, incluir pelo menos uma porção destas. Adquiri o hábito de me alimentar pela manhã de flocos de milho com iogurte natural (e adoçante), embora frutas e verduras sejam uma fonte muito melhor de fibras.

Hidratação: é muito importante hidratar o lado de dentro do corpo, bebendo muita água. Eu bebo de água pura pelo menos dois litros por dia, mas isso eu já fazia antes. Aproveitei e diminuí bastante o consumo de refrigerantes, e procuro sempre consumir os do tipo “zero” ou dietéticos.

Simples, não é mesmo?

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